quarta-feira, 8 de julho de 2015

Bom gestor analítico, porém ruim em habilidades sociais.



Seus relatórios e apresentações fazem sucesso, mas você sente dificuldade e baixos resultados ao gerenciar/liderar sua equipe? Isso não é uma inaptidão sua, ou seja, não conclua precipitadamente “eu sou péssimo com pessoas”. Veremos abaixo um dos motivos que isso pode ocorrer e possíveis soluções para contornar essa situação.
Aquilo que é bem usado é fortalecido como, por exemplo, os músculos e o conhecimento. Isso se aplica também aos circuitos neurais relacionados à empatia e demais habilidades sociais. Gestores/líderes que exercitam demais o lado analítico tendem a perder o “tato” para nuances comportamentais/emocionais importantíssimas para conduzir mudanças na sua equipe/organização. Segundo ROCK (2009) as áreas cerebrais relativas ao planejamento são inversamente correlacionadas à área relacionada à empatia por exemplo. Quando mais se usa uma menos usamos a outra.
Como sugestão para equilibrar os “músculos analíticos” com os “músculos do relacionamento” é preciso que o gestor/líder desenvolva alternadamente ações analíticas e de relacionamento. Reserve um momento e o ambiente ideal para cada uma. Reuniões e oportunidades de descontração (com bom senso) são sugestões para desenvolver e aprofundar os relacionamentos. Desenvolva a sua consciência interior e a consciência sobre o outro e equilibre-as ao lado analítico.

Um mais um é igual a dois... um líder menos a sua equipe é igual a quanto?

Fonte:

ROCK, David. Your Brain at Work. 2009.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Riscos, metas... rico e meta de vida... o dinheiro.



Riscos e desafios em troca da maior quantia em um trabalho sem renda fixa, as vezes desconfortável e com pouca qualidade de vida. Sua motivação é o dinheiro? Se o desejo por enriquecimento fala mais alto creio que a resposta é sim. Vamos analisar o dinheiro como motivação, as características psicológicas das pessoas que possuem esse motivador e aspectos éticos/morais.
Caso esse seja o maior motivador do trabalhador o mesmo precisa de renda variável proporcionada através de atividades relacionadas a metas ou a abertura de um pequeno negócio. Segundo FERRAZ (2013) pessoas assim geralmente tem no perfil D.I.S.C. (dominância, influência, estabilidade e conformidade.) as características: alta influência (capacidade ligada a vendas) baixa conformidade (não aceita ganhar sempre o mesmo).
O problema está quando a pessoa tem ambição, mas no perfil D.I.S.C. a estabilidade e conformidade são baixíssimas, ou seja, não tem paciência e é muito informal. Alguém com essas características geralmente corre qualquer tipo de risco e sempre aposta alto demais mesmo acumulando perdas. Os ganhos devem ser obtidos com responsabilidade e paz na consciência. Dinheiro como solução e não problema.

O caráter deve conduzir a cobiça para que essa seja e permaneça honesta.

Você não precisa ter nenhuma vergonha de admitir e procurar se realizar através de seus ganhos. Estabeleça um parâmetro aceitável de risco para o seu perfil e não venda as riquezas da alma e do coração. Acumule bondade, amor e por que não dinheiro.

Fonte:

FERRAZ. Eduardo. Seja a pessoa certa no lugar certo. 2013.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A falha da empatia e os problemas na comunicação empresarial.



O brilhante mecanismo do nosso cérebro pode falhar ou ser induzido a falhar devido aos processos de trabalho no quesito empatia. Isso acontece porque segundo ROCK (2009) quando estamos imersos (ou submersos) em nossas funções, e estas demandam em sua maioria o lado ou circuitos racionais do cérebro. A parte social do nosso cérebro não terá bom desempenho e se não for usada não desenvolverá todo seu potencial. Então neste caso teremos problemas de relacionamento possivelmente. Como acionar, usar e desenvolver o lado social do nosso cérebro para obter o melhor das nossas interações com os colegas de trabalho?



Primeiro vamos separar o momento analítico de trabalhar (relatórios, textos, planilhas, etc.) do momento de trabalhar com pessoas (reuniões, comunicados, criação, etc.). Segundo desacelere, acalma-se e traga o animo de volta. Você sabe quando ficamos furiosos ou desanimados porque o computador ficou lento e o sistema trava sem parar, dai tratamos os outros com aspereza? Conheça e defina um limite de desgaste emocional. Lembre-se de relaxar e não castigar os outros. Terceiro não se esqueça de tentar colocar-se no lugar do outro para escolher os argumentos corretos que não machuquem o status e valores dos seus colegas.



Aprenda a criar conectividade com qualidade nas relações.



Somos treinados a processar e dar continuidade a informações. A racionalidade ajuda nos processos, mas o processo de se comunicar precisa de calor humano principalmente. Neste caso não deixar que a empatia morra é de fundamental importância. Ao profissional cabe praticar essa abordagem e ao gestor é necessário criar momentos para que os colaboradores interajam sem a interferência de processos puramente racionais para se relacionarem com qualidade. Deste modo desempenharão a comunicação com humanidade durante reuniões, conferências e negociações, por exemplo. Pouparemos assim estresse e demais problemas entre os colegas.






Fonte



ROCK, David. Work Brain at Work. 2009.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Está tudo bem mesmo??? Os problemas da negação otimista.



GOLEMAN (2012) afirma que negação otimista é a situação incomoda onde houve uma “agressão” e a pessoa se comporta como se fosse um engano, expressando que esta tudo bem, pois reprime de modo automático (inconsciente) o que aconteceu.

A primeira vista parece um modo ideal de se proteger do que é desagradável. Essa pessoal geralmente tem uma postura sempre “calma e imperturbável”. Porém dentro dela podem existir diversas perturbações fisiológicas ignoradas (taquicardia, sudorese, pressão, etc.). Mesmo com esse quadro relatam que “está tudo bem”! Neste caso simplesmente desligam-se da ira ou ansiedade.

Qual o limite ou diferença entre calma ou controle? Será que você está inconscientemente calmo ou reprimido? Ou será que você tem consciência e controle das suas perturbações? A negação otimista pode ser um temperamento herdado, mas também pode ser uma falha (atraso) no processamento da resposta do evento negativo pelas áreas relacionadas à fala. Outra hipótese é simplesmente a tentativa constante de aparentar o “tudo bem” e inibir os sentimentos negativos. A negação (ao invés da resolução) consome energia e gera estimulação fisiológica prejudicial quando nos mantemos sempre de “bom humor” em frente a circunstâncias negativas duradouras.


De vez em quando rodar a baiana (às vezes de terno) faz bem.



 
 

Referência

GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional. 2012.